
Visitei o Museu da Cidade de São Paulo já no final da tarde e tive a oportunidade de ser recebido pelo historiador Rafael, que trabalha no local e fez questão de apresentar o espaço com muito conhecimento e entusiasmo. Mais do que contar a história da Marquesa de Santos, ele contextualizou sua trajetória dentro da formação e das transformações da própria cidade de São Paulo, o que tornou a visita muito mais rica e interessante.
O casarão preserva elementos originais impressionantes, incluindo pinturas nas paredes de época... é fascinante perceber como uma construção de origem colonial, em taipa de pilão, atravessou séculos de mudanças. A casa passou por reformas e adaptações que refletem os diferentes momentos da cidade, desde o período escravocrata até a expansão econômica impulsionada pelo ciclo do café, quando a elite paulista passou a incorporar referências arquitetônicas europeias em suas residências.
A visita tb convida à reflexão sobre aspectos menos romantizados da história. O desenvolvimento econômico de São Paulo esteve profundamente ligado à escravidão e às desigualdades sociais, temas que não podem ser ignorados quando observamos a trajetória da cidade. A história é complexa e muitas vezes dura, mas justamente por isso merece ser conhecida em toda a sua dimensão.
Outro ponto que gostei bastante foi a presença de fotografias e registros da vida urbana das décadas de 1970 e 1980. As imagens retratam o cotidiano de trabalhadores, moradores de cortiços e diferentes grupos que ajudaram a construir a identidade paulistana. Esse olhar mais humano e diverso complementa a narrativa dos grandes personagens históricos e mostra que a cidade tb é resultado da apropriação e da vivência de seu povo.
Foi uma visita muito enriquecedora para quem deseja compreender São Paulo além dos estereótipos, observando suas contradições, transformações e a riqueza de sua memória histórica.

Andriel Matisse
★★★★★ 3 meses atrás
Primeiro que a secretaria da educação deveria levar os alunos do ensino fundamental e médio a conhecerem o centro histórico. O Solar da Marquesa de Santos é fabuloso, poder visitar onde uma personagem da história de São Paulo e do Brasil conviveu é muito bom. As ações do passado se refletem não non presente e sim nonfuturo. Saber das ações da Marquesa durante sua vida é excepcional sobre a sua influência. A amante de Dom Pedro I foi retratada por Luana Piovani na série "O quinto dos Infernos".

Leticia Brites Siqueira
★★★★★ 4 meses atrás
Amei o solar, infelizmente tem poucas informações e acervo a respeito da marquesa, mas o método construtiva da casa , assim como as reformas e adaptações das casas de taipa estão a mostra

Nii'paes
★★★★★ 3 meses atrás
a instituição tem como objetivo preservar a memória da população e promover a reflexão sobre a construção física e simbólica de São Paulo.

Jun Tanikawa Martins
★★★ 7 meses atrás
Gostei da minha visita lá e acho um bom passeio tanto para o paulista quanto para o turista conhecerem mais sobre tempos passados de São Paulo. Por outro lado, não pude deixar de sentir que o museu não atingiu todo seu potencial ainda. A estrutura da exposição, o uso do espaço, os próprios fatos históricos… acho que tudo isso ainda tem como melhorar com uma didática mais criativa. Isso posto, recomendo ir visitar. Só acho que o museu carece de mais recursos.

Francisco
★★★★★ Editado 3 semanas atrás
Prédio da marquesa de Santos muito bem conservado. Em alguns horários tem monitor. Visita gratuita sem necessidade de agendamento. Fecha as segunda. Muito bom para conhecer parte da história da cidade de São Paulo.

Zett Ribeiro
★★★★★ 6 meses atrás
visitei o Solar pra ir em um roteiro organizado pela equipe educativa, e foi uma experiência incrível! ótimo passeio pra quem quer conhecer melhor a cidade, saber sua história de forma lúdica e conhecer novas pessoas! recomendo principalmente para quem é daqui e/ou mora na cidade! precisamos saber mais das histórias dos lugares! parabéns às educadoras Heloisa, Emili e Bárbara pelo roteiro! amei!
Lindíssimo por fora e por dentro. Além de poder passear por ele e ver uma arquitetura especial, exposições muito bacanas. Uma delas chama “Navio Perdido” e retrata muito da cidade. Adorei as fotodos da rodoviária Tietê (para quem gosta de viajar de busão ❤️). Ambiente muito aconchegante.
Ele fica ao lado do Pateo do Collegio. Muito policiado e próximo da estação Sé do metrô.
Obs: só achei que os funcionários podiam falar mais baixo. Enquanto você aprecia tudo, muita gente passa falando alto.