Gustavo R.
★★★ um ano atrás
O parque, em sua constituição natural, revela uma notável variedade botânica — uma profusão de espécies vegetais que encantam o olhar mais exigente e exaltam a beleza intrínseca da criação. A luz do sol filtra-se por entre as copas como bênção dourada, e por um instante quase esquecemos que o esplendor da cena não é obra humana, mas pura dádiva da natureza. Entretanto, quanto à administração do recinto, receio que não haja elogio possível — senão a constatação melancólica de sua mediocridade, quando não de sua franca degradação. Há no ar, de forma contínua e quase insultuosa, uma exalação pútrida oriunda dos vapores de um esgoto que circunda e adentra o parque, cuja existência rivaliza em agressividade com um verdadeiro piscinão de detritos. Assim, ao tentarmos usufruir do espaço com alguma dignidade — seja numa corrida matinal ou num simples passeio contemplativo — somos compelidos a aspirar, com cada respiração, os eflúvios mais abjetos da condição urbana. É um infortúnio lamentável. E, como se não bastasse, é também um triste reflexo da decadência civilizacional que se alastra por Osasco, essa desditosa localidade.















































